A truta


A truta arco-íris (Oncorhynchus mykiss) é um peixe da família do salmão, originária do oeste da América do Norte. Foi introduzida no Brasil por volta de 1949, por iniciativa do Ministério da Agricultura para povoar os rios das regiões serranas, pobres em fauna aquática nativa.

A truta encontrou nas frias corredeiras do nosso país o hábitat perfeito para sua criação e, devido às suas características, logo despertou grande interesse por parte de criadores em realizar o seu cultivo comercial. É considerada um peixe nobre, de sabor delicado e de excelentes qualidades nutricionais, pois, além de se constituir em ótima fonte de proteína de alto valor biológico, vitaminas e sais minerais, possui O 3 (Ômega 3): ácidos graxos responsáveis pela redução dos níveis de colesterol no sangue.

Restrita a regiões frias, a truticultura representa uma atividade econômica alternativa: caracteriza-se como cultura intensiva, alcançando alta produtividade em pequenas áreas. Atualmente, os maiores produtores encontram-se nas regiões da Serra da Mantiqueira – SP, Região Serrana do RJ e MG, Serra do Caparaó – ES e Santa Catarina.

Segundo dados fornecidos pela ABRAT (Associação Brasileira de Truticultores), a produção nacional de trutas encontra-se na faixa de 2.000 t/ano, e é comercializada basicamente no eixo Rio - São Paulo. Existe um mercado praticamente inexplorado nas capitais dos Estados e nas grandes cidades do interior com bom nível socioeconômico.

Levantamentos de mercado (ABRAT) indicam um potencial de comercialização de cerca de 3.000 t/ano, contra os atuais 2.000 t/ano produzidos.
A reprodução da truta arco-íris concentra-se no inverno, nos meses de maio a agosto, quando os dias são mais curtos e a temperatura da água é mais baixa (temp. média de 10 ºC). No ambiente natural, as trutas sobem os rios em direção às nascentes para o acasalamento. Já em cativeiro, as trutas também chegam à maturidade sexual, mas, sem os estímulos que têm na natureza (subir correntezas, construir ninhos entre as pedras, presença do parceiro etc.), não conseguem expelir seus produtos sexuais (óvulos e sêmen). É preciso, então, a intervenção do homem para realizar a “reprodução artificial”.

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